sábado, 5 de fevereiro de 2011


Ah, seu eu soubesse sambar
Todas as noites seriam terça feira
Todo feriado Carnaval
E toda tristeza apenas uma máscara
Pintada no rosto de um Pierrô iludido
Encenando um amor impossível
Pela faceira Colombina
Se eu soubesse sambar...
Nem a lágrima mais doída
Nem todas as feridas da vida
Seriam pàreas,
para o ricochetear incessante
De meus pés pela avenida
E viria gente de todos os cantos
Gritando para todo o mundo:
"Abram alas, abram alas! Eis aqui um homem de verdade!"
E a festança acabaria em muita cerveja
Eu me enrabicharia com a mais bela das concubinas
E os batuques ao meu redor se fariam mais fortes
E seriam ouvidos em qualquer parte da terra
E nada mais importaria
Se eu soubesse sambar...
(Jefferson Beatnik)

6 comentários:

Lála Lalá disse...

fantástico!!!

ah se eu soubesse sambar....

Thiago Almeida disse...

Texto belo... Deu samba!

Sérgio Lima Nastasi disse...

Aê, beat! Posso por melodia, cara?
gostei. Abraços

Dio Pereira disse...

Legal conhecer teu blog, gostei. vou linkar lá no meu pro pessoal que entra lá conferir também.

Marco Rodriguéz disse...

o cara tá mandando bem...

Elaine Cristina disse...

Muito bom!