sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Distraído.

Distraído vou existindo
Pois me esqueço de não ser
E da falta de atenção
Constituo o meu viver
Perco coisas ao acaso
E por descaso
Nem me lembro de sofrer
Me esquecendo de mim mesmo
Estou quase a me perder

Contabilizo prejuízos
Nessa vida descuidada
Já perdí minha identidade
E uma blusa pouco usada
Minhas chaves, guardas-chuvas
Dinheiro e alguns cartões
Alguns pares de chinelo
E de um casaco dois botões

Perdi o tempo, três pulseiras
Mulheres e alguns amigos
A vergonha, um cachecol
E os meus livros preferidos
A esperança e alguns sonhos
Também não sei onde possam estar
Devo tê-los esquecido
No balcão de algum bar...
(Beat)

6 comentários:

raffa buffalo head disse...

puta q me pariu!!!
cada vez melhor beat!

William Dubal disse...

Poesia botequeira da melhor qualidade... Dá-lhe!

luanaolv disse...

soh nao perde a cabeça pq ta grudada no pescoço!
presta atençao ow
daki a pouco vc nao tem mais nada

crônicas de quando voamos... disse...

uau!vc é o cara!

Amanda disse...

Sempre me identifico com seus pensamentos... Amanda

Sonhos e um pouco de delirio cotidiano disse...

Nossa , isso é muito boêmio! rs
É verdade neah , às vezes a gente se perde , talvez se perde pra se achar!
Não acha?
Tá muito beat isso , mas me descreve pra caramba, tem horas que vou se esquecendo de mim a ponto de entrar num profundo descaso com tudo a minha volta . . . mas isso não designa calmaria , ah não , é muito pertubador!
Enfim , apreciei o escrito!